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Sandra.wink.wink

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Mutilação genital feminina (MGF)

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É preciso falar sobre isto, a MGF é uma practica associada a questões culturais e religiosas. A mutilação genital feminina trocada por miúdos, quer dizer que cortam o clitóris e lábios vaginais ás miúdas para elas não saberem nunca o que é o prazer. É considerado um ritual de passagem para a idade adulta, para poderem casar, para serem respeitadas.

É um costume que se sabe ser praticado em vários países no continente africano. Parece que estamos numa boa época para o corte e por isso foi desenvolvido campanhas em  vários aeroportos no sentido de sensibilizar as famílias que por acaso e só por acaso vão viajar com as crianças para a cerimónia ser realizada.

 

 

"Este ano vamos voltar a ter a mesma campanha [realizada no verão de 2016] durante a Páscoa nos aeroportos, porque é quando a comunidade sai de férias e leva muitas vezes as meninas para serem mutiladas fora de Portugal”, disse Catarina Marcelino na apresentação pública da Plataforma Europeia de Conhecimento – Unidos para Acabar com a MGF, que decorreu em Lisboa. Em declarações à agência Lusa, no final da apresentação, a secretária de Estado adiantou que a campanha também decorrerá nas fronteiras terrestres da Guiné-Bissau com outros países onde a prática também existe."

Observador.pt

 

"Portugal registava, até ao final do ano passado, 99 casos de mulheres com mutilação genital feminina (MGF), cerca de metade das quais realizadas na Guiné-Bissau, segundo a Direção-Geral de Saúde.

"Nenhum dos casos registados foi realizado em Portugal ou durante a estada em Portugal. Cerca de metade foi realizado na Guiné-Bissau, seguindo-se a Guiné Conacri e outros países, todos eles africanos", disse à Lisa Vicente, da DGS, numa entrevista realizada em fevereiro.

As idades das mulheres submetidas a MGF "variam bastante (...) há registos entre um ano e mais de 20", de acordo com a responsável da DGS.

O último relatório do Fundo da ONU para a Infância (UNICEF), apresentado na quinta-feira, indica que pelo menos 200 milhões de raparigas e mulheres foram vítimas de MGF em 30 países."

 

CSR (EJ) // SB

Lusa/fim

 

Retirado de Sapo24

 

Mas ..mas.. 99 casos até ao final de 2016...2016? Que as mulheres que vivem nos confins de África, em tribos e com pouco acesso a informação mantenham esta tradição ainda tolero ( sim são as mães, avós, tias que incentivam o ritual) Mas não posso tolerar, não consigo compreender que pessoas com acesso a informação, educação ainda estejam presas a estas ideias arcaicas, cruéis.

É mais um tema tabu, como tantos relacionados com as mulheres, talvez se falarmos muito sobre isto as marcas de produtos desportivos inventem um tipo de cueca própria e mais confortável para quem não tem clitóris.

 

Sobre a UEFGM- Plataforma para profissionais de saude.

Artigo sobre este ritual no Quenia

 

 

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