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Sandra.wink.wink

Sandra.wink.wink

Carta ao meu marido.

 

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 Não gosto nada da palavra marido, é pomposa e formal e resulta da nossa cultura, mas vou dizer o quê? o meu namorado, companheiro, amigo, amante? a verdade é que a palavra marido encerra tudo o resto, portanto goste eu da palavra ou não, marido é a correcta.

 Na semana passada celebrámos 26 anos de casamento, é uma data fictícia, é a data em que a sociedade nos reconhece como casal. Existem outros momentos mais pequenos para os outros, mas muito maiores para nós. Por exemplo, a data em que escavaste o coração com os nossos nomes, um dia muito quente em que os turistas olhavam para nós como se fossemos loucos e os portugueses nos lançavam olhares benevolentes...ahh o amor é lindo!

A data em nos conhecemos fisicamente, nunca vou esquecer! Aquela data tão especial, lembras-te? As datas em que os nossos filhos nasceram e que nos deixaram aparvalhados quando nos apercebemos que aqueles piolhos eram nossos. E tantas, tantas outras!

Existe uma mais relevante que todas as outras, as datas dos nossos nascimentos, os dias que nos traçaram os destinos, sim eu acredito no destino, e sei que por mais voltas que a vida desse, o meu destino era ficar contigo, e como é que eu sei disso? Sei disso quando me abraças e eu me sinto em casa, sei disso quando chegas do trabalho e eu finalmente me sinto segura, sei disso quando espalhas as meias fedorentas e eu não consigo ficar zangada, sei que és o meu destino porque sem ti nunca seria completa. Todas as nossas manias, os nossos defeitos, tudo o que temos de mau é anulado pelo tudo o que o outro tem de bom, e isso é raro

Nesta altura em que estamos a passar para a segunda metade da vida, e que a morte cada vez é mais real, dou comigo a pensar o que quero e o que devo fazer para o alcançar. É simples e complicado, tudo ao mesmo tempo, se matutar mesmo a sério chegou sempre á mesma conclusão, o que eu quero é ser feliz, mas não imagino a felicidade sem ti.

 

As figuras que as pessoas fazem.

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Estava eu numa esplanada aqui na minha cidade, a beber um belo de um cafezinho, quando começo a ouvir: Open....Close....Open...Close. Olho á minha volta e reparo que estava um senhor a olhar para o telemóvel. Open..e ele abria os olhos...Close e ele fechava os olhos com força. Comecei a sorrir.

Uns minutitos depois: Top...Bottom...Left...Right...E eu pensei:- Ai , não posso, será que ele... e olhei, assim disfarçadamente. Lá estava o Sr, Top e ele olhava para cima, Bottom e ele olhava para baixo, Right e ele olhava para a direita, Left e ele olhava a esquerda, todo ele muito direito, só mexia os olhinhos!

Eu já não estava a sorrir, estava a rir-me descaradamente, é que o dito baralhava-se no left  e right e o programa estava sempre a repetir a mesma coisa.

As figuras que as pessoas fazem!

O Erasmus e eu, eu e o Erasmus!

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No ano passado os meu filhotes tiveram a brilhante ideia de aderir na escola a um programa erasmus. Ai o  meu menino para aqui, ai a minha menina para ali, coração de mãe apertado....passou. Foram vivos e vieram inteiros e mais crescidos emocionalmente.

Este ano, ou seja na semana passada o final deste programa aconteceu em Portugal, foi o culminar de um programa  de dois anos e recebemos os alunos e professores dos outros países de braços abertos.

O meu filhote foi á Grécia e a minha filha á Turquia, por causa destas viagens tive um contacto mais dinâmico com os pais dos outros alunos que também viajaram, foi na viagem da minha filhota que conheci a Magda

Este grupo de pais em especifico estava determinado em proporcionar a melhor estadia possível aos alunos que recebemos na nossa casa! Não tínhamos combinado nada, o que tínhamos era tempo e vontade de mostrar aos miúdos o máximo de Portugal

 

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Dia 1, sábado, chega o meu grego. Os pais.... então e se fossemos almoçar? Boraaaa, a Magda: - E se fossemos a cascais? Boraaaaa! Chegámos a casa lá para as nove da noite. No almoço tive o primeiro contacto com os professores gregos, ele não dizia uma palavra em Inglês, ela tinha um sotaque tão carregado que nos não percebíamos nada do que senhora dizia. Nós é como quem diz, o meu marido percebia a senhora perfeitamente, ele ria e dizia que sim com a cabeça.Tava ali uma conversa jeitosa!

 

 

 

 

Dia 2, tínhamos pensado mais ou menos todos a mesma coisa, como tínhamos mais miúdos a chegar a Lisboa e entre chegadas no aeroporto e almoço, combinámos o encontro no Oceanário, por esta altura já éramos uns 18, eu já tinha comigo o rapaz grego e a rapariga turca.

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Quando entrámos a Magda e o meu marido ligam o complicador!

A Magda: -Ai isto só tem uma saída o melhor é andarmos a vontade e encontramo-nos no final.

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O meu marido: -É melhor ficarmos todos juntos, para não perdermos ninguém! (é que ele já estava a ver a cena, se perco algum de vista ainda vou ter que ir de mergulho pescar algum miúdo ao lago dos pinguins!)

E ficam ali um bocado naquilo e eu olhava para um, para outro, para um e para outro. Lá decidimos que iam uns a frente e outros atrás a varrer o pessoal das salas para não ficar ninguém sozinho lá para trás.

Visita concluída, os miúdos do intercambio cansados e contentes os professores gregos maravilhados! Por esta altura já tinham percebido que estes passeios no fim de semana não tinham nada a ver com a escola, mas sim com um grupo de pais em especifico que simplesmente tinham decidido juntar-se e passear, para os miúdos se divertirem em conjunto.

Dia 3, segunda feira, o drama ao pequeno almoço! O grego só comia cereais, eu não tinha nenhuns em casa, a turca:- Eu como ovos mexidos com cogumelos. Como?

E então uma torradinhas com chá ou leite? não? Ok sai uns ovos mexidos com cogumelos para a mesa do canto e um nestum. Nesse dia fui ás compras,  se os meus meninos queriam cereais e ovos mexidos, então seriam os melhores cereais e ovos do mundo! 

Dia 4, os miúdos andavam com uma conversa que queriam sair a noite. Eh lá, saírem a noite? sozinhos? devem, lol.

Mensagens para a frente e para trás durante o dia, estava decidido, íamos a um bar no cais do sodré. E fomos, 4 adultos e quase duas dezenas de alunos. A Magda mete os todos lá para dentro e nós os pais cá fora na paz dos anjos! Chegámos a casa depois da meia noite, eles contentes porque tiveram a saída a noite e nós cansados mas com o coração calmo, tudo tinha corrido bem, estão todos em segurança.

Dia 5 e 6 as actividades na escola deixaram o pessoal meio morto, e quase que se deixavam dormir a mesa!

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Dia 7, ultimo dia a noite houve uma festa de despedida! Os pais estavam convidados e levavam o jantar! (pois!) Os miúdos jantaram, cantaram, dançaram viram o vídeo que os Portugueses fizeram, choraram agarrados uns ao outros, foi o final de uma semana cheia de actividades e coisas novas e muitas amizades.

E nós os pais? Nós os pais pintámos a manta cá fora, Oh p´ra eles tão divertidos!

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O de creme era o professor Grego, a cara dele diz tudo....estes pais são loucos!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu e a Magda chegámos uma conclusão, por sermos todos um bocados destrambelhados é que nos demos todos bem!

 

Ficam as recordações, fica a experiência de conhecerem pessoas de culturas diferentes, ficam as amizades de adolescência.

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As velhotas e o Facebook...é um outro mundo!

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Todo um mundo se revelou ao pessoal quando os filhos ou netos lhes deram um telemóvel com net e instalaram o Facebook. Para os mais desatentos, isto é um erro! Acabaram-se as piadas secas sobre sexo, acabou as imagens com amigas, e nunca mas nunca coloquem nada sério do tipo partilhar qualquer coisa importante com o chefe. Porque as mães e avozinhas vão lá comentar, vão partilhar, vão identificar, ou seja vão armar a confusão!

 

Escrevem sem virgulas ou pontos, quase sempre em caps lock, as ideias misturam-se e chegas ao fim do pequeno texto sem perceberes nada mas com a convicção de que aquele sr ou srª está indignado com alguma coisa.

 

Assinarem a mensagem. Ou seja não estão a utilizar um face de outra pessoa, estão a utilizar o seu face pessoal e mesmo assim no final lá aparece, com um beijo da tua avó xpto. ou pior escrevem no final da mensagem, sou a avó ludvina.

 

Demasiada informação...o teu avô não pode vir aqui escrever porque está ali com uma valente caganeira por causa da feijoada de ontem.

 

Quando vêem que alguém partilhou qualquer coisa, é única e exclusivamente para eles!

 

Confundem o botão de like com o de partilhar, e lá partilham no face delas para todas as amigas verem como o netinho se divertiu na noite passada.

 

E por fim, identificam tudo e mais alguma coisa com quem não tem nada a ver. Ahh esta foto da minha netinha na escola primária vou por um like,...ou é partilhar? Espera e isto aqui faz o quê? Ahhh é para a minha amiga lá do norte? ah ela pode ver que pus um like....mas quem? Maria? Ela não se chama Maria, não faz mal vê que fiz like também. E pronto identificam e partilham com meio mundo mais o padre da aldeia a bela foto da neta na primária.

Mutilação genital feminina (MGF)

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É preciso falar sobre isto, a MGF é uma practica associada a questões culturais e religiosas. A mutilação genital feminina trocada por miúdos, quer dizer que cortam o clitóris e lábios vaginais ás miúdas para elas não saberem nunca o que é o prazer. É considerado um ritual de passagem para a idade adulta, para poderem casar, para serem respeitadas.

É um costume que se sabe ser praticado em vários países no continente africano. Parece que estamos numa boa época para o corte e por isso foi desenvolvido campanhas em  vários aeroportos no sentido de sensibilizar as famílias que por acaso e só por acaso vão viajar com as crianças para a cerimónia ser realizada.

 

 

 

 

As angustias de Domingo e as euforias de Sexta

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Ao Domingo á noite lá começam as imagens do pessoal desanimado e na sexta começamos logo o dia com....É sexta feira, yeahhhhhh!!!!.

Todas as semanas a mesma coisa. É claro que toda a gente prefere estar com a família, de folga, a fazer o que bem entende ( mesmo que isso signifique lavar e arrumar a casa e passar umas horas num supermercado a fazer as compras da semana).

Ir trabalhar também é bom, não é? mesmo que o chefe seja um merdas ou que o ordenado seja ridículo. Trabalhar, ter um emprego é bom.Ponto

 

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Facebook a destruir profissões desde 2004

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Não destrói profissões desde 2004, mas nos últimos tempos parece-me que sim. Pessoal que estuda para ser publicitário...esqueçam lá isso. Basta apenas termos, ...o facebook!

Quais estudos de mercado? Publico alvo? Que bicho é esse?

 

Ultimamente reparo que tudo o que é negocio faz publicidade nesta rede social. É o restaurante da esquina com fotos pavorosas  e o menu em caps lock, é a lavandaria com ideias mirabolantes de irmos por la a roupa a lavar para irmos "curtir" o carnaval. E as campanhas para as autárquicas? É de fugir!

 

Nada contra quem quer aumentar o negócio mas por favor, existem pessoas que sabem fazer publicidade, que estudaram e estudam o assunto. Contratem-nas.

 

 

Mulheres de Prata

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A Marta decidiu acabar com as tintas no cabelo e assumir os brancos. A ideia é gira, mas trás muitas incertezas e medos. Medo de não gostar de se ver, medo de ficar com um ar desleixado na transição, medo de ficar com aspecto de mais velha, medo do que vão dizer.

Para poder falar sobre o assunto e não estar a massacrar o seu blog, dolce far niente, decidiu criar um grupo no face. Este grupo tem um mês e cerca de 1300 membros, afinal as mulheres querem assumir os brancos, querem deixar de pintar e largar as amarras sociais.

O grupo serve não só para falar de sentimentos, mas também sobre cuidados a ter com o cabelo branco, truques sobre uma transição sem stress e tudo e tudo!

Enquanto num homem os brancos são socialmente aceites na mulher não é bem assim. Uma mulher que tem os cabelos brancos "á mostra" é por norma vista como alguém que já não cuida de si, e ouve muitas vezes as bocas do costume." -Pareces mais velha.", "-Quando é que pintas o cabelo" e outras pérolas parecidas.

Neste grupo existem muitas mulheres que vivem bem os cabelos brancos e não se inibem de mostrar fotos giríssimas delas próprias e dos seus cabelos. A sociedade está a mudar e pelo que tenho visto a questão de pintar ou não o cabelo aflige muitas e grupos como este são uma lufada de ar fresco!

Obrigada Marta.

 

 

 

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