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Sandra.wink.wink

Sandra.wink.wink

Só a mim

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Vinha eu no carro descansadinha da minha vida, quando vejo um homem no meio da estrada com os braços no ar.

Paro o carro, e abro um bocado do vidro do pendura. 

Para mal dos meus pecados, o homem em vez de falar comigo pela janela, abre a porta do carro, inclina-se lá para dentro e mete-me um saco aberto debaixo do nariz.

- Não quer comprar um perfume da moda? estão baratos!

Só sei que vi a vida a andar para trás.....

#nuncaandarcomasportasdocarrodestrancadas

White Mondays

 

 

 

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O meu filho em 2016 integrou um grupo de erasmus+. Foi um projecto de escola que iniciou em 2015 e terminou em 2017. Já falei sobre o final que decorreu em Portugal aqui .

Fizeram escala em Roma e só depois seguiram para a Grécia. Foi em Roma e depois em Atenas que o meu filho teve o primeiro contacto a sério com a questão dos refugiados. Conta ele que existiam muitos nas ruas a pedir ou a vender bugigangas, ficou chocado. O que mais o angustiou, foi ver como utilizavam os filhos pequenos para conseguirem mais alguns trocos.

Depois da viagem, o Hugo repara que de um modo geral os alunos estavam sempre chateados, tristes com a vida. Ao colocar as duas realidades em perspectiva, a dos refugiados e a dos colegas dele na escola, apercebe-se de que a nossa realidade não pode sequer ser comparada à das pessoas que viu nas ruas de Roma e Atenas. O meu Hugo decidiu que iria tentar fazer com que as pessoas na escola dele sorrissem, nem que fosse por um momento, pelo menos um dia.

Fez as contas aos cacifos da escola e para cada um escreveu uma frase motivadora. A ideia era colocar um envelope por cacifo numa sexta a tarde, para na segunda feira seguinte os alunos descobrissem o tal envelope e que sorrissem ao ler a frase.

Nasceu assim um projecto muito maior do que inicialmente ele imaginou.

Escreveu centenas de frases, imprimiu, cortou e colocou um papel dentro de cada envelope. Começou a saga de tentar meter os envelopes dentro dos cacifos sem que ninguém o visse. Sim, porque o Hugo não queria que os alunos soubessem que tinha sido ele. Falou com a directora de turma, que sugeriu ir a direcção da escola pedir autorização.

E foi.

E a directora da escola autorizou.

Na segunda-feira seguinte todos os alunos que iam ao cacifo, tinham um envelope a espera. 

A partir de agora todas as segundas-feiras neste blog passam a ser a White Mondays. Com uma frase do Hugo.

 

 

 

 

Os disparates da Sandra

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O meu carro é  GPL.

Um dia, lembrei-me já tarde que precisava ir abastecer, porque ia sair cedo no dia seguinte e a bomba ainda estaria fechada. Convido a minha filha para me fazer companhia e lá vamos as duas, noite cerrada pôr gás no carro.

Não existem muitas bombas de gasolina que disponibilizem o GPL e aquela bomba está num sitio isolado (deve de ser por isso que é barata), a bomba está vazia, não se vê viva alma e ainda por cima está um frio de rachar e um nevoeiro parvo.

Saio do carro, abasteço de gás, vou pagar, entro no carro. Quando já ia para pôr o carro a trabalhar, uma enorme mão aberta, bate-me no vidro carro, com tanta força que dou um salto com o susto. Ouvi gritar: -Tira a mangueira. Tira a mangueira.

Eu nem queria acreditar, saio do carro ainda toda tremeliques e vejo logo que ainda tinha a mangueira da bomba agarrada ao carro!

Para quem não sabe, para abastecer GPL, coloca-se a mangueira no bocal do carro e depois vamos que nem uns condenados carregar num botão verde até abastecer-mos a quantidade de gás desejada e só depois é que tiramos a mangueira.

Eu ia arrancar com o carro e levava a mangueira atrás. Dava cabo do carro, dava cabo da bomba e nem quero imaginar o que mais podia acontecer. Devo de ter ficado verde, roxa, amarela ás bolinhas.

Só me lembro da minha filha perguntar: -Mãe, estás bem?

 

Carta ao meu marido.

 

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 Não gosto nada da palavra marido, é pomposa e formal e resulta da nossa cultura, mas vou dizer o quê? o meu namorado, companheiro, amigo, amante? a verdade é que a palavra marido encerra tudo o resto, portanto goste eu da palavra ou não, marido é a correcta.

 Na semana passada celebrámos 26 anos de casamento, é uma data fictícia, é a data em que a sociedade nos reconhece como casal. Existem outros momentos mais pequenos para os outros, mas muito maiores para nós. Por exemplo, a data em que escavaste o coração com os nossos nomes, um dia muito quente em que os turistas olhavam para nós como se fossemos loucos e os portugueses nos lançavam olhares benevolentes...ahh o amor é lindo!

A data em nos conhecemos fisicamente, nunca vou esquecer! Aquela data tão especial, lembras-te? As datas em que os nossos filhos nasceram e que nos deixaram aparvalhados quando nos apercebemos que aqueles piolhos eram nossos. E tantas, tantas outras!

Existe uma mais relevante que todas as outras, as datas dos nossos nascimentos, os dias que nos traçaram os destinos, sim eu acredito no destino, e sei que por mais voltas que a vida desse, o meu destino era ficar contigo, e como é que eu sei disso? Sei disso quando me abraças e eu me sinto em casa, sei disso quando chegas do trabalho e eu finalmente me sinto segura, sei disso quando espalhas as meias fedorentas e eu não consigo ficar zangada, sei que és o meu destino porque sem ti nunca seria completa. Todas as nossas manias, os nossos defeitos, tudo o que temos de mau é anulado pelo tudo o que o outro tem de bom, e isso é raro

Nesta altura em que estamos a passar para a segunda metade da vida, e que a morte cada vez é mais real, dou comigo a pensar o que quero e o que devo fazer para o alcançar. É simples e complicado, tudo ao mesmo tempo, se matutar mesmo a sério chegou sempre á mesma conclusão, o que eu quero é ser feliz, mas não imagino a felicidade sem ti.

 

As figuras que as pessoas fazem.

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Estava eu numa esplanada aqui na minha cidade, a beber um belo de um cafezinho, quando começo a ouvir: Open....Close....Open...Close. Olho á minha volta e reparo que estava um senhor a olhar para o telemóvel. Open..e ele abria os olhos...Close e ele fechava os olhos com força. Comecei a sorrir.

Uns minutitos depois: Top...Bottom...Left...Right...E eu pensei:- Ai , não posso, será que ele... e olhei, assim disfarçadamente. Lá estava o Sr, Top e ele olhava para cima, Bottom e ele olhava para baixo, Right e ele olhava para a direita, Left e ele olhava a esquerda, todo ele muito direito, só mexia os olhinhos!

Eu já não estava a sorrir, estava a rir-me descaradamente, é que o dito baralhava-se no left  e right e o programa estava sempre a repetir a mesma coisa.

As figuras que as pessoas fazem!

O Erasmus e eu, eu e o Erasmus!

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No ano passado os meu filhotes tiveram a brilhante ideia de aderir na escola a um programa erasmus. Ai o  meu menino para aqui, ai a minha menina para ali, coração de mãe apertado....passou. Foram vivos e vieram inteiros e mais crescidos emocionalmente.

Este ano, ou seja na semana passada o final deste programa aconteceu em Portugal, foi o culminar de um programa  de dois anos e recebemos os alunos e professores dos outros países de braços abertos.

O meu filhote foi á Grécia e a minha filha á Turquia, por causa destas viagens tive um contacto mais dinâmico com os pais dos outros alunos que também viajaram, foi na viagem da minha filhota que conheci a Magda

Este grupo de pais em especifico estava determinado em proporcionar a melhor estadia possível aos alunos que recebemos na nossa casa! Não tínhamos combinado nada, o que tínhamos era tempo e vontade de mostrar aos miúdos o máximo de Portugal

 

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Dia 1, sábado, chega o meu grego. Os pais.... então e se fossemos almoçar? Boraaaa, a Magda: - E se fossemos a cascais? Boraaaaa! Chegámos a casa lá para as nove da noite. No almoço tive o primeiro contacto com os professores gregos, ele não dizia uma palavra em Inglês, ela tinha um sotaque tão carregado que nos não percebíamos nada do que senhora dizia. Nós é como quem diz, o meu marido percebia a senhora perfeitamente, ele ria e dizia que sim com a cabeça.Tava ali uma conversa jeitosa!

 

 

 

 

Dia 2, tínhamos pensado mais ou menos todos a mesma coisa, como tínhamos mais miúdos a chegar a Lisboa e entre chegadas no aeroporto e almoço, combinámos o encontro no Oceanário, por esta altura já éramos uns 18, eu já tinha comigo o rapaz grego e a rapariga turca.

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Quando entrámos a Magda e o meu marido ligam o complicador!

A Magda: -Ai isto só tem uma saída o melhor é andarmos a vontade e encontramo-nos no final.

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O meu marido: -É melhor ficarmos todos juntos, para não perdermos ninguém! (é que ele já estava a ver a cena, se perco algum de vista ainda vou ter que ir de mergulho pescar algum miúdo ao lago dos pinguins!)

E ficam ali um bocado naquilo e eu olhava para um, para outro, para um e para outro. Lá decidimos que iam uns a frente e outros atrás a varrer o pessoal das salas para não ficar ninguém sozinho lá para trás.

Visita concluída, os miúdos do intercambio cansados e contentes os professores gregos maravilhados! Por esta altura já tinham percebido que estes passeios no fim de semana não tinham nada a ver com a escola, mas sim com um grupo de pais em especifico que simplesmente tinham decidido juntar-se e passear, para os miúdos se divertirem em conjunto.

Dia 3, segunda feira, o drama ao pequeno almoço! O grego só comia cereais, eu não tinha nenhuns em casa, a turca:- Eu como ovos mexidos com cogumelos. Como?

E então uma torradinhas com chá ou leite? não? Ok sai uns ovos mexidos com cogumelos para a mesa do canto e um nestum. Nesse dia fui ás compras,  se os meus meninos queriam cereais e ovos mexidos, então seriam os melhores cereais e ovos do mundo! 

Dia 4, os miúdos andavam com uma conversa que queriam sair a noite. Eh lá, saírem a noite? sozinhos? devem, lol.

Mensagens para a frente e para trás durante o dia, estava decidido, íamos a um bar no cais do sodré. E fomos, 4 adultos e quase duas dezenas de alunos. A Magda mete os todos lá para dentro e nós os pais cá fora na paz dos anjos! Chegámos a casa depois da meia noite, eles contentes porque tiveram a saída a noite e nós cansados mas com o coração calmo, tudo tinha corrido bem, estão todos em segurança.

Dia 5 e 6 as actividades na escola deixaram o pessoal meio morto, e quase que se deixavam dormir a mesa!

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Dia 7, ultimo dia a noite houve uma festa de despedida! Os pais estavam convidados e levavam o jantar! (pois!) Os miúdos jantaram, cantaram, dançaram viram o vídeo que os Portugueses fizeram, choraram agarrados uns ao outros, foi o final de uma semana cheia de actividades e coisas novas e muitas amizades.

E nós os pais? Nós os pais pintámos a manta cá fora, Oh p´ra eles tão divertidos!

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O de creme era o professor Grego, a cara dele diz tudo....estes pais são loucos!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu e a Magda chegámos uma conclusão, por sermos todos um bocados destrambelhados é que nos demos todos bem!

 

Ficam as recordações, fica a experiência de conhecerem pessoas de culturas diferentes, ficam as amizades de adolescência.

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As velhotas e o Facebook...é um outro mundo!

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Todo um mundo se revelou ao pessoal quando os filhos ou netos lhes deram um telemóvel com net e instalaram o Facebook. Para os mais desatentos, isto é um erro! Acabaram-se as piadas secas sobre sexo, acabou as imagens com amigas, e nunca mas nunca coloquem nada sério do tipo partilhar qualquer coisa importante com o chefe. Porque as mães e avozinhas vão lá comentar, vão partilhar, vão identificar, ou seja vão armar a confusão!

 

Escrevem sem virgulas ou pontos, quase sempre em caps lock, as ideias misturam-se e chegas ao fim do pequeno texto sem perceberes nada mas com a convicção de que aquele sr ou srª está indignado com alguma coisa.

 

Assinarem a mensagem. Ou seja não estão a utilizar um face de outra pessoa, estão a utilizar o seu face pessoal e mesmo assim no final lá aparece, com um beijo da tua avó xpto. ou pior escrevem no final da mensagem, sou a avó ludvina.

 

Demasiada informação...o teu avô não pode vir aqui escrever porque está ali com uma valente caganeira por causa da feijoada de ontem.

 

Quando vêem que alguém partilhou qualquer coisa, é única e exclusivamente para eles!

 

Confundem o botão de like com o de partilhar, e lá partilham no face delas para todas as amigas verem como o netinho se divertiu na noite passada.

 

E por fim, identificam tudo e mais alguma coisa com quem não tem nada a ver. Ahh esta foto da minha netinha na escola primária vou por um like,...ou é partilhar? Espera e isto aqui faz o quê? Ahhh é para a minha amiga lá do norte? ah ela pode ver que pus um like....mas quem? Maria? Ela não se chama Maria, não faz mal vê que fiz like também. E pronto identificam e partilham com meio mundo mais o padre da aldeia a bela foto da neta na primária.

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